Os 5 Mitos do Outsourcing

19.5.2021 / por Patrícia Aniceto

 

5 mitos do outsourcing

Se é verdade que o Outsourcing tem sofrido várias alterações ao longo dos anos, é igualmente verdade que alguns equívocos em torno do seu conceito e benefícios se têm acentuado e, por isso, também têm ganho maior relevância, especialmente na Era Digital.

Pensar em Outsourcing é também pensar nas inúmeras conceções erradas que se foram desenvolvendo e que estão distantes da realidade vivida por várias Empresas.

Uma das ideias preconcebidas mais comuns é a de que o Outsourcing está exclusivamente destinado a Empresas de grande dimensão e com elevados índices de faturação. Ou talvez a ideia que vem à mente quando se ouve a palavra “Outsourcing” se resuma a um Contact Center em que vários agentes tentam solucionar da melhor forma possível as questões dos Clientes.

Mas a realidade é outra: o Business Processing Outsourcing é um modelo extremamente eficaz, não apenas para Organizações que têm grande poder financeiro, mas para as Empresas que querem dedicar o seu tempo e redirecionar o dinheiro para o seu core business, deixando de lado outras operações adjacentes e que poderão ser delegadas a uma equipa externa.

Por isso, de modo a inteirar-se dos vários benefícios que decorrem deste modelo, é importante desmistificar alguns conceitos:

Mito 1: o Outsourcing reduz a Força de Trabalho já existente

Delegar determinadas operações adjacentes ao negócio a uma equipa externa não implica despedir ou eliminar posições numa Organização. Aliás, pelo contrário. Muitas Empresas optam pelo Outsourcing por ser um modelo que lhes permite dar apoio e, por isso, servir de complemento ao trabalho já desempenhado por uma equipa interna.

Não só permite um trabalho complementar, como liberta a força de trabalho já existente para aprimorar novas skills, como tirarem proveito de todo o potencial que têm para as tarefas que já desempenham. Com o Outsourcing, é possível ter um maior controlo diário de produtividade e de estratégias que permitam aumentar os níveis de produtividade e motivação das equipas, impulsionando de forma significativa os resultados.

 

Mito 2: recorrer ao Outsourcing implica abdicar do controlo do Negócio

É, talvez, um dos mitos cuja origem é mais fácil de compreender, na medida em que é quase imediato, pelo menos numa fase inicial, uma Organização questionar-se sobre o quão elevado será o seu controlo sobre o negócio que, no fundo, será delegado a outra Empresa, e muitas vezes no outro lado do Mundo.

No entanto, a resposta a esta pergunta é muito simples e direta: terá o mesmo controlo.

O parceiro de Outsourcing ideal será aquele que pauta pela transparência e deixa as rédeas nas suas mãos. Este parceiro fará o seu trabalho com base nas documentações e protocolos já estabelecidos pela empresa Cliente, com o principal objetivo de cumprir ou superar os KPI’s definidos.

Muitos líderes e CEOs já aceitam que é impossível estar em todas as frentes ao mesmo tempo e que, se estiverem, os seus indicadores de performance poderão não ser os esperados.

O caminho passa por encontrar um parceiro que esteja comprometido, que recrute e dê formação, que invista na Empresa como se se tratasse da sua, e isto fará toda a diferença. Neste caminho, é também essencial que a comunicação entre as partes seja eficaz e regular.

 

Mito 3: apenas Empresas de grande dimensão adotam o modelo Outsourcing

As pequenas e médias Empresas, com o crescimento do Outsourcing, têm vindo a perceber que ao recorrerem a este modelo têm a possibilidade de aumentar as equipas non-core e darem o devido espaço às equipas centrais para se debruçar sobre a vertente estratégica.

Por essa razão, nas pequenas e médias empresas o Outsourcing urge ainda mais pois, dada a sua dimensão, não existe a possibilidade de terem áreas específicas dedicadas às várias tarefas necessárias à gestão das Pessoas, como o recrutamento e seleção, o processamento salarial, entre outros.

Frequentemente, as tarefas estão alocadas apenas a uma pessoa, a qual poderá não dominar particularmente a área. Especificamente nesta situação, ao se recorrer ao Outsourcing, não só se liberta esse Colaborador para desempenhar tarefas do seu verdadeiro domínio, como a Organização passa a ter um serviço especializado e adaptado ao seu negócio.

A adaptação ao BPO nunca implica sacrificar a Qualidade. Aliás, existe um controlo muito rigoroso no que diz respeito à qualidade do serviço, com equipas especializadas que realizam a monitorização diária do trabalho desenvolvido.

 

Mito 4: é mais caro do que fazer uma contratação direta

Recorrendo ao Outsourcing, as empresas podem concentrar-se no seu negócio principal e, desta forma, aumentar a sua produtividade e competitividade.

Por outro lado, passarão a ter acesso ao know-how especializado, sem custos adicionais, quer em termos de formação, quer em termos tecnológicos. Existe, assim, uma poupança nos custos de seleção, recrutamento e formação contínua.

Em adicional, evita o suporte direto dos custos tangíveis e intangíveis associados ao absentismo e turnover.

A Empresa passa a ter apenas um custo mensal, que até poderá ser indexado aos KPIs acordados para um funcionamento exemplar dos serviços, dando acesso a todas as soluções e serviços especializados, e direcionando a sua atenção para aspetos mais cruciais e não para problemas de funcionamento, atualizações, entre outros.

 

Mito 5: o Outsourcing é apenas uma grande dor de cabeça

No passado, o Outsourcing tinha a si vinculada a ideia de que era um processo complexo, moroso e de execução bastante exigente. Mas a grande questão é: atualmente, esta realidade ainda se mantém? Garantimos que não.

E porquê?

Uma das razões está no facto de as relações B2B estarem cada vez mais próximas daquilo que acontece nas relações B2C, isto é, as relações são cada vez mais de maior proximidade e de “humano para humano”, o que contribui para que as parcerias se mantenham ao longo do tempo e deem os resultados esperados.

Os decisores de cada empresa Cliente, à semelhança do que acontece nas situações de Cliente final, também esperam por experiências altamente personalizadas e apoio permanente na tomada de decisão.

De modo a que o Cliente e Empresa fornecedora do serviço coexistam perfeitamente, é importante que se procure um parceiro com uma cultura empresarial e valores semelhantes, que priorizem relações duradouras e cuja meta passe sempre por fornecer a melhor experiência possível no caminho para os objetivos traçados.

 

Na hora de escolher o seu modelo de Recursos Humanos, é indispensável que esteja a par das inúmeras vantagens que este modelo pode trazer ao negócio da sua Empresa e respetivos Colaboradores e, mais importante ainda, desmistificar as conceções que se foram criando ao longo dos anos para que possa fazer uma análise cuidada das opções e defina o melhor para a sua Organização.

Tópicos: Recrutamento e Seleção Outsourcing Produtividade Gestão de Recursos Humanos

Patrícia Aniceto

Escrito por Patrícia Aniceto

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